BIOGRAFEMA E FOTOGRAFEMA
ESTRATÉGIAS PARA ESCREVER UMA TRAGUEITÓRIA DE VIDA
DOI:
https://doi.org/10.19179/rdf.v1i1.1767Palavras-chave:
biografemas; fotografemas; linguagens;Resumo
Esse artigo é baseado em recortes de uma pesquisa de mestrado que está sendo desenvolvida num programa de pós-graduação em educação, orientado pela linha de investigação intitulada “artes em contextos educacionais”. Buscamos forjar maneiras (im)possíveis de se escrever uma trajetória de vida com foco de estudo na construção da(s) masculinidade(s) guei(s) envolvendo questões atinentes a produção de corpo(s), gênero(s) e sexualidade. Para tanto, assumimos como estratégias metodológicas de investigação o biografema inventado por Roland Barthes, associado ao fotografema utilizado por Luciano Bedin da Costa (2010) a partir de Roland Barthes (1984) tendo em vista escrever uma vida através de imagens. Isso fora feito mediante a utilização de uma linguagem subversiva e maldita, inspirada em Paulo Leminski (2013). Essa maneira de lidar com a linguagem não se contenta em utilizar as palavras já dispostas, mas também se propõe a inventar termos novos quando os que aí estiverem não se adequarem aos itinerários de pesquisa por serem rígidos, hegemônicos e comportados demais. Nesse sentido, a trajetória passa a ser intitulada tragueitória que um jovem guei escreveu sobre si numa perspectiva biografemática. As (in)conclusões preliminares de pesquisa apontam na direção da transformação dos autores conforme escrevem, de maneira que esse exercício produziu paulatinamente um escritor-pesquisador-poeta-subversor-artista que percebe nas imagens e linguagens iminentes possibilidades de produzirem configurações de vidas diferentes do que elas são.
Downloads
Referências
BARTHES, Roland. A Câmara clara: nota sobre a fotografia. Tradução de Júlio Castañon Guimarães. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.
BARTHES, Roland. Roland Barthes por Roland Barthes. Tradução de Leyla Perrone-Moisés. São Paulo: Estação Liberdade, 2003.
CONNELL, Robert W.; MESSERSCHMIDT, James W. Masculinidade hegemônica: repensando o conceito. Isso. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 21, n. 01, p. 241-282, abr. 2013. Disponível em: <http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2013000100014&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 09 set. 2023.
COSTA, Luciano Bedin da. Biografema como estratégia biográfica: escrever uma vida com Nietzsche, Deleuze, Barthes e Henry Miller. 180f. Tese (Programa de Pós-Graduação em Educação) – Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2010.
DELEUZE, Gilles. Conversações. Tradução de Péter Pál Pelbart. 3. ed. São Paulo: Editora 34, 2013.
LEMINSKI, Paulo. Toda poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
NARVAZ, Martha; ZORDAN, Paola. Quem tem medo do corpo, do sexo e do gênero? In: RIZZA, Juliana Lapa; et al. (Orgs). Tecituras sobre corpos, gêneros e sexualidades no espaço escolar. Rio Grande: Editora FURG, 2019. p. 15-32.
RODRIGUES, Nelson. À sombra das chuteiras imortais: crônicas de futebol. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.
LOURO, Guacira Lopes. Gênero, sexualidade e educação. 16. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2014.
TREVISAN, João Silvério. Devassos no paraíso: a homossexualidade no brasil, da colônia à atualidade. 4. ed. Rio de janeiro: Objetiva, 2018.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Danimar Bonai

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Ao submeter um artigo à REVISTA da FUNDARTE e tê-lo aprovado, os autores mantem os direitos de autoria e concordam em ceder, sem remuneração, os seguintes direitos autorais à REVISTA da FUNDARTE : os direitos de primeira publicação e permissão para que esta revista redistribua esse artigo e seus dados aos serviços de indexação e referências que seus editores julguem usados.
Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Não Comercial 4.0 Internacional.
![]()
